Justin On:
O Lucas estava fora de si, por que ele estava fazendo aquele showzinho? Ele sabe que a Jenni já tem problemas de mais, não sei o que estava acontecendo, o Lucas se importava tanto com a Jenni, por que ele estava agindo assim?
Entramos no carro, Jenni estava em choque, o olhar dela era um olhar assustado, então dei a partida no carro para sairmos daquele lugar. Parei em uma esquina sem movimento, eu precisa conversa com ela, ela estava calada, eu precisava ouvi-la.
Eu: Jenni, você está bem?
Jenni: Meu braço está doendo. – disse ela ainda em choque, com o olhar concentrado em apenas um legar.
Eu: Posso ver? – disse estendendo a minha mão.
Jenni: Claro. – disse ela me mostrando o seu braço.
O braço de Jenni estava roxo, bem roxo, mas como assim? Que tipo de animal é o Lucas? Ele...Eu...Queria matar ele naquela hora.
Eu: JENNI, EU VOU MATAR AQUELE IBECIL, OLHA O QUE ELE FEZ NO SEU BRAÇO! – disse me alterando.
Jenni: Ele não... Não estava em si. – disse ela continuando com o olhar fixo em apenas um lugar.
Eu: Do que você está falando?
Jenni: A pupila dos olhos do Lucas estavam dilatadas...Ele estava alterado, do mesmo jeito que o Raf... Esquece.
Eu: Como assim Jennifer? Fala logo.
Jenni: Não, esquece, só fica do meu lado ok? Por favor, eu só tenho você. – disse ela encostando sua cabeça em meu peitoral.
Eu: Eu nunca vou te abandonar, coloca isso na sua cabeça. Mas você vai ter que me explicar o que você estava querendo dizer.
Jenni: Não é nada, é que... Bom, Rafael está meio estranho esses dias, tipo, o Lucas e ele agora só andam com os olhos vermelhos, pupilas dilatas e... Isso ta me dando medo - Disse ela suspirando
Eu: Vai ficar tudo bem - Dei então um beijo na sua testa
Jenni: Justin, olha, qual é a sua? Você só sabe dizer que as coisas vão melhorar e... - Ela suspirou - E isso nunca melhora - Falou ela com uma expressão triste
Eu: Jenni, olha, VAI ficar tudo bem, as coisas não se resolvem de um dia pro outro, isso leva tempo, mas se você não acreditar que isso vai melhorar, ai realmente, isso nunca vai melhorar - Suspirei - Só acredita em mim ok? Sabe Deus? Ele ta te olhando lá de cima, e sabe o que ele fez pra você lá na frente? - Disse olhando nos olhos dela - Ele preparou uma coisa maravilhosa, uma coisa que você vai olhar pra trás e dizer "nossa, valeu a pena seguir em frente" agora, só espera, e acredita, ok? Prometo fazer o máximo possivel pra te ajudar se você cooperar - Ela assentiu e me abraçou.
Jenni: Por que eu te amo tanto?
Eu: Porque eu sou irresistível - Jenni então se soltou daquele abraço e disse
Jenni: Convencido? Só muito né? - Ela deu um tapa no meu braço - Ai!
Eu: O que foi? Foi você que me bateu, eu que deveria estar dizendo "ai"
Jenni: Eu bati em você com o meu braço machucado, e ta doendo muito, credo.
Eu: Vamos pra a minha casa, vamos dar um jeito nisso
Abri a porta do carro pra ela, ela entrou, e eu entrei também (porém eu dei a volta no carro [oh really])
Entramos em casa e minha mãe estava na sala assistindo televisão.
Jenni: Boa tarde Pattie. – disse simpática.
Pattie: Boa tarde meninos. – disse se levantando do sofá e completando – O que foi isso no seu braço Jennifer?
Jenni: Ah, machuquei.
Pattie: Como? – disse ela olhando para o braço da Jenni.
Eu: Mão, a gente vai subir ok?
Pattie: Não, espera, você tem que cuidar disso, vem aqui comigo. – disse ela ‘puxando’ a Jenni até a cozinha.
Minha mãe pegou dentro do armário uma caixinha, ela estava cheia de remédios, então minha mãe pegou uma ‘pomada’ e passou nos hematomas da Jenni.
Pattie: Prontinho Jenni, só não encoste seu braço machucado em nada ok?
Jenni: Ok, muito obrigada Pattie. – disse com um sorriso no rosto.
Pattie: Pronto Justin, pode sequestrar ela já.
Eu: Engraçadinha. Obrigada – disse dando um beijo em sua bochecha.
Subimos para o meu quarto, deitei a Jenni na cama para ver se ela melhorava, logo após, deitei ao lado dela.
Eu: Tá melhorando a dor?
Jenni: Sim.
Eu: Ain... – fui interrompido pela Jenni.
Jenni: O Rafael tá usando droga.
Eu: O QU... – fui interrompido novamente pela Jenni.
Jenni: E acho que ele que deu droga para o Lucas.
Eu: JENNIFER, TEM CERTEZA? – disse me alterando.
Jenni: Tenho.
Eu: Mas... Como você sabe? – disse sentando na cama.
Jenni: Tudo indica né Justin, você não percebe? – disse ela sentando ao meu lado.
Eu: Você... Vai falar para sua mãe?
Jenni: Vou tentar ajuda-lo, isso sim.
Disse ela, e logo após pegando sua bolsa e saindo do meu quarto, corri atrás dela para tentar alcança-la mas já era tarde de mais, já estava escuro e ela já tinha sumido na rua, fiquei preocupado, porque tava muito tarde, ela estava machucada, eu precisava ir atrás dela. Peguei minha Ferrari branca e dei voltas, muitas voltas pelo meu bairro, e por perto, para ver se eu a encontrava, mas nada da Jenni, então voltei para casa, quando ela me manda uma mensagem.
Jenni: *Ta tudo bem, eu já estou em casa*
Suspirei aliviado, mas ela estava em perigo ainda, Rafael usava drogas, e se ele fizesse a mesma coisa que Lucas fez com Jennifer? Eu não queria ver ela mais machucada do que ela ja estava. Dirigi até a casa de Jennifer, e apertei a campainha enquanto escutava berros dentro da casa, esperei mais uns minutos e nada, argh, droga, tentei abrir a porta, mas ela estava trancada, e agora?
Jenni On:
Cheguei em casa e havia apenas Rafael, isso era ótimo, porque assim eu poderia gritar sobre as drogas a vontade. Joguei minha bolsa no chão e disse
Eu: RAFAEL
Rafael: Hm?
Eu: Me explica essa história AGORA
Rafael: Que história? - Disse ele normal, porém com seus olhos ainda vermelhos, eu estava morrendo de medo
Eu: Você sabe muito bem Rafael, POR QUE VOCÊ TA USANDO DROGAS? - Rafael então abaixou a cabeça - Eu te perguntei uma coisa, DÁ PRA FAZER O FAVOR DE ME RESPONDER? - Disse indo até ele e levantando a cabeça dele - E você ainda deu pro Lucas, que tipo de amigo é você? - Sentia que minhas lágrimas ja estavam descendo no meu rosto
Rafael: Desculpa, eu...
Eu: Eu só irei te desculpar se você parar de usar isso. Rafael, por favor, por mim!
Rafael: CALA A BOCA - Disse ele ja se alterando
Eu: VOCÊ NÃO É NINGUÉM PRA FALAR ASSIM COMIGO
Rafael: EU SOU O SEU IRMÃO MAIS VELHO
Eu: E QUEM DISSE QUE VOCÊ TEM AUTORIDADE PRA GRITAR COMIGO DESSE JEITO? - Ouvi a campainha tocar, mas ignorei, esse momento era mais importante. Rafael então pegou no meu braço machucado com força, e eu gritei
Eu: RAFAEL, PARA - Disse ja chorando, e ele me jogou no chão com mais força que o normal - VOCÊ NUNCA FOI ASSIM - Eu ja estava aos prantos
Rafael: CALA A BOCA - Ele colocou a mão nos ouvidos, chutou a porta do quarto e saiu, eu estava assustada, e a campainha não parava de tocar. Sai me arrastando do quarto, meu braço estava com uma dor insuportavel, eu estava quase na porta, porém eu não abri, queria fazer uma coisa, vi uma faca na cozinha, peguei ela, e posicionei em meu pulso
Eu: Tchau Justin - Sussurrei pra mim mesma, e quando eu ia pressioná-la, vi a porta se abrir, e adivinhem quem era? O Justin
Justin: JENNIFER, NÃO - Ele correu até mim, e bateu na minha mão (na qual eu estava segurando a faca, ou seja, a mão que não ta machucada) - Não faz isso - Ele disse chorando, não conseguia falar, só conseguia pensar em como eu era idiota, e como minha vida estava podre naquele momento
Me sentei no chão, e Justin se sentou ao meu lado, encostei minha cabeça em seu peitoral e lá fiquei, eu só queria esquecer um pouquinho as coisas, e se tem uma coisa que sempre me conforta é o abraço do Justin.
Fiquei abraçada com o Justin por alguns minutos, mas meu braço doía muito.
Eu: Justin, meu braço tá doendo muito. – disse parando com o choro.
Justin: Vem aqui comigo, você tem gelo aqui? – disse ele me levantando com calma.
Eu: Claro né. – disse me direcionando a cozinha junto com ele.
Justin abriu o congelador, pegou uma bolsa de gelo que tínhamos lá, e colocou sobre o meu braço, ele começou a ficar dormente, mas estava passando a dor, ainda bem.
Eu: Como conseguiu entrar aqui? - Perguntei curiosa
Justin: Chave embaixo do tapete - Sorriu fraco - O que era aqueles gritos? – disse ele pressionando a bolsa de gelo delicadamente.
Eu: O Rafael, ele tava muito alterado, eu não sabia o que fazer, eu quero ajuda-lo Justin, mas eu não sei como. – disse com os olhos cheios de lágrimas.
Justin: Mas eu sei ok? Vamos convencê-lo de ir a uma clinica, sei lá, ele tem que se tratar Jenni.
Eu: O problema é ele aceitar ajuda, ele nunca quer ajuda, ele sempre soube se virar, mas acho que agora, ele precisa de ajuda mais do que nunca. – disse abaixando minha cabeça.
Justin: Ei princesa, eu to aqui ok? – disse ele levantando minha cabeça.
Nessa hora escutamos um barulho, era a porta sendo fechada com toda a força, corremos para a sala, abrimos a porta para ver quem tinha saído, e tinha sido o Rafael.
Rafael: Otários. – gritou ele de costas enquanto andava no meio da rua escura.
Eu: RAFAEL, VOLTA AQUI AGORA!
Continua...




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